sábado, 19 de setembro de 2009

OS ARMAMENTOS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

OS ARMAMENTOS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL



As principais armas "Aliadas":

Exército:

- Stuart (tanque americano)
peso: 13 ton.
vel. máx.: 60 km/h
armamento: 1 canhão de 37mm e 5 metralhadoras
blindagem: 55mm
motor: 250 HP

- General Lee (tanque inglês)
peso: 27 ton.
vel. máx.: 40 km/h
armamento: 1 canhão de 75mm, 1 de 37mm e 4 metralhadoras
blindagem: 26mm a 85mm
motor: 400 HP

- Churchill (tanque inglês)
peso: 40 ton.
vel. máx.: 28 km/h
armamento: 1 canhão de 57mm e 2 metralhadoras
blindagem: 100mm
motor: 330 HP

- Goryunov SGM (metralhadora pesada russa)
calibre: 7,62mm
peso: 15kg
compr.: 1,10m
capacidade de fogo: 250disp./min a 700disp./min

- KV-1 (tanque pesado soviético)
peso: 47 ton.
vel. máx.: 35 km/h
armamento: 1 canhão de 76mm e 3 metralhadoras
blindagem: 35mm a 110mm
motor: 550 HP

- Char "B" (tanque pesado francês)
peso: 35 ton.
vel. máx.: 30 km/h
armamento: 1 canhão de 47mm, 1 canhão de 75mm e 1 metralhadora
blindagem: 35mm a 60mm
motor: 450 HP

- Matilda (tanque inglês)
peso: 28 ton.
vel. máx.: 30 km/h
armamento: 1 canhão de 57mm e 1 metralhadora
blindagem: 25mm a 80mm
motor: 180 HP

- Crusader (tanque inglês)
peso: 18 ton.
vel. máx.: 60 km/h
armamento: 1 canhão de 76mm e 2 metralhadoras
blindagem: 50mm
motor: 360 HP

- Bren (metralhadora inglesa)
calibre: 0,303
peso: 11 kg
capacidade de fogo: 120disp./min


Marinha:

- "Parischskaja Kommuna" (encouraçado russo)
peso: 23000 ton.
vel. máx.: 24 nós
motor: 50000 HP
armamento: 12 canhões de 30,5cm, 16 canhões de 12cm, 6 canhões de 7,5cm e 4 tubos lança-torpedos

- "Hood" (cruzador inglês)
peso: 42000 ton.
vel. máx.: 31 nós
armamento: 8 canhões de 381mm, 12 canhões de 140mm, 4 canhões antiaéreos e múltiplas metralhadoras

- "Prince of Wales"
peso: 35000 ton.
vel. máx.: 30 nós
armamento: 10 canhões de 356mm, 16 canhões de 4 pol., 4 canhões antiaéreos, metralhadoras e 6 tubos lança-torpedos

- "Exeter" (cruzador pesado inglês)
vel. máx.: 32 nós
motor: 80000 HP
armamento: 6 canhões de 8 pol., 4 canhões de 4 pol., 6 tubos lança-torpedos e várias metralhadoras antiaéreas

Aeronáutica:

- "Lancaster"
motor: 2 de 1390 HP
vel. máx.: 400 km/h
teto: 6600 m
autonomia: 1160 milhas
armamento: 6 metralhadoras e 14000 lbs de bombas

- Illiuchin IL-2 "Stormovik" (caça-bombardeiro russo)
motor: 1 de 1300 HP
vel. máx.: 448 km/h
armamento: 2 canhões de 32mm, 2 metralhadoras e 8 bombas de 56 lbs

- Yak-4 (caça-bombardeiro russo)
motor: 2 de 1050 HP
vel. máx.: 520 km/h
teto: 11000 m
autonomia máx.: 1500 km
armamento: 5 metralhadoras e 800 kg de bombas

- Yak-3 (caça russo)
motor: 1 de 1220 HP
vel. máx.: 600 km/h
armamento: 1 canhão de 20mm e 2 metralhadoras

- Spitfire
peso: 2500 kg
vel. máx.: 600 km/h
teto: 9840 m
autonomia: 920 km
armamento: 8 metralhadoras

- Curtiss P-40 (caça americano)
motor: 1 de 1000 HP
vel. máx.: 525 km/h
teto: 9000 m
armamento: 6 metralhadoras

- Bell P-39 Aircobra (caça americano)
motor: 1 de 1000 HP
vel. máx.: 500 km/h
teto: 9000 m
armamento: 1 canhão de 37mm, 4 metralhadoras e 300 kg de bombas

- Grumman "Wildcat" (caça americano)
motor: 1 de 1200 HP
vel. máx.: 480 km/h
teto: 10000 m
autonomia: 1300 milhas
armamento: 6 metralhadoras e 200 lbs de bombas

- Lockheed P-38 "Lightning" (caça americano)
motor: 1400 HP
vel. máx.: 590 km/h
teto: 12000 m
autonomia: 1300 km
armamento: 1 canhão de 20mm e 4 metralhadoras

- Boeing B-17 (bombardeiro americano)
motor: 4 de 1200 HP
vel. máx.: 475 km/h
teto: 10500 m
autonomia: 1770 km

- Consolidated B-24 (bombardeiro americano)
motor: 4 de 1200 HP
vel. máx.: 466 km/h
teto: 8400 m
autonomia: 3380 km

- North American B-25 (bombardeiro americano)
motor: 2 de 1700 HP
vel. máx.: 437 km/h
teto: 7260 m
autonomia: 2170 km

- Republic P-47 (caça americano)
motor: 1 de 2000 HP
vel. máx.: 700 km/h
teto: 12600 m
autonomia: 1650 km
armento: 8 metralhadoras

- North American P-51 (caça americano)
motor: 1 de 1650 HP
vel. máx.: 710 km/h
teto: 12570 m
autonomia: 1370 km

- Boeing B-29 (bombardeiro americano)
motor: 4 de 2200 HP
vel. máx.: 576 km/h
teto: 9555 m
autonomia: 5230 km

As principais armas do "Eixo":

Exército:

- Mark IV (tanque alemão)
vel. máx.: 60 km/h
armamento: 1 canhão de 75mm e 1 metralhadora
blindagem: 40mm a 85mm
motor: 500 HP

- Flak 38 (carro blindado antiaéreo alemão)
peso: 10 ton.
vel. máx.: 50 km/h
armamento: 1 canhão antiaéreo de 20mm
blindagem: 16mm
motor: 150 HP

- Kego (tanque leve japonês)
peso: 9 ton.
vel. máx.: 52 km/h
armamento: 1 canhão de 37mm e 2 metralhadoras
blindagem: 20mm
motor: 120 HP

GUERRA DO VIETNÃ



Ao longo de sua história, o território vietnamita foi marcado por uma longa sucessão de conflitos e guerras. Durante o período imperialista, o Vietnã – juntamente com o Laos e o Camboja – foi alvo da dominação política e econômica exercida pelos franceses. No entanto, no ano de 1939, um grupo político comunista liderado por Ho Chi Min encabeçou uma luta contra a presença francesa na região. Logo depois, esse mesmo movimento teve que fazer frente ao interesses imperialistas japoneses na região.







Passado os conflitos da Segunda Guerra, os vietnamitas ainda tiveram que sofrer com as lutas travadas na Guerra da Indochina, conflito onde a França tentou retomar o controle da região. Essa guerra só chegou ao fim quando os comunistas ligados à Liga da Independência conseguiram derrotar os franceses na Batalha de Diem Bien Phu, em maio de 1954. Depois disso, as negociações diplomáticas firmadas com o Tratado de Genebra dividiram o país em Vietnã do Norte e Vietnã do Sul.






Entretanto, segundo esse mesmo tratado, um plebiscito deveria decidir se o território vietnamita seria reunificado ou mantido em dois diferentes Estados nacionais. Naquela época, a possibilidade de reunificação do território sob o comando de um regime socialista apavorava as pretensões políticas e econômicas das grandes nações capitalistas. Por isso, naquele mesmo ano, Ngo Dinh Diem, primeiro-ministro do Vietnã do Sul, implantou uma ditadura anticomunista apoiada pelos Estados Unidos.






Paralelamente, os Estados Unidos começaram a enviar tropas e fornecer treinamento militar para que a nova ditadura sulista tivesse condições de impedir a ação dos comunistas do Vietnã do Sul. Em resposta, os grupos comunistas sul-vietnamitas – naturalmente apoiados por Ho Chi Min – criaram a Frente Nacional de Libertação (FNL), movimento guerrilheiro dedicado a por fim na intervenção norte-americana na região.






O conflito entre o norte e o sul começou em 1957, quatro anos depois os EUA passaram a participar do confronto, enviando conselheiros militares. Logo em seguida, com o assassinato de Dinh Diem, os EUA começaram a utilizar de seus exércitos para lutar contra o avanço do vietcongues, nome dado aos comunistas que participaram da guerra. Para justificar sua ação, os EUA acusaram o Vietnã do Norte de participar do ataque a embarcações norte-americanas no Golfo de Tonquim.






Em tese, a superioridade bélica das forças ocidentais deveria fazer daquela guerra um conflito de curta duração. O uso de armas de última geração, armas químicas, bombas de fragmentação e as famosas bombas de napalm garantiriam o triunfo contra os comunistas. Entretanto, as táticas de guerrilha e o exímio conhecimento territorial possibilitaram vitórias significativas aos vietcongues. A primeira delas ocorreu em janeiro de 1968, período marcado pela famosa “Ofensiva do Tet”.






A resposta foi logo dada com um violento ataque, onde os EUA e o Vietnã do Sul provocaram milhares de morte e acuou cerca de dois milhões de civis refugiados. Ao mesmo tempo, diversos ataques da opinião pública norte-americana reclamavam da matança de jovens soldados que lutavam por uma causa não reconhecida por boa parte dos norte-americanos. Ao mesmo tempo, a cobertura de diversos veículos de comunicação denunciava os horrores daquele prolongado conflito.






Sem conseguir resolver militarmente a questão e derrotado em diversos confrontos, o governo norte-americano saiu da guerra com a assinatura do Acordo de Paris, em 1973. Nos três anos subseqüentes ainda houve conflitos na região, configurando agora, uma guerra civil no Vietnã. Em 1976, o grupo comunista venceu a guerra, formando a República Socialista do Vietnã. Ao total, a Guerra do Vietnã foi responsável pela morte de três milhões de vietnamitas, contando as perdas militares e civis.

A GUERRA DO GOLFO




O Iraque invade o Kuweit em 2 de agosto de 1990, iniciando um conflito que dura até fevereiro de 1991 e envolve vários outros países. Como pretexto para a invasão, o líder iraquiano Saddam Hussein (1937-) acusa o Kuweit, em julho, de provocar a baixa no preço do petróleo ao vender mais do que a cota estabelecida pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Hussein exige que o Kuweit perdoe a dívida de US$ 10 bilhões contraída durante a guerra com o Irã (1980) e também cobra indenização de US$ 2,4 bilhões, alegando que durante esse conflito os kuweitianos extraíram petróleo de seus campos fronteiriços de Rumaila. Estão ainda em jogo antigas questões de limites, como o controle dos portos de Bubián e Uarba, que dariam ao Iraque novo acesso ao Golfo Pérsico. A invasão se dá, apesar das tentativas de mediação da Arábia Saudita, do Egito e da Liga Árabe. O emir do Kuweit, Jabir as-Sabah (1928-), foge com membros da família real e se refugia na Arábia Saudita. As reações internacionais são imediatas. O Kuweit é grande produtor de petróleo e país estratégico para as economias industrializadas na delicada geopolítica da região. Em 6 de agosto, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) impõe boicote econômico ao Iraque. Em 28 de agosto, Hussein proclama a anexação do Kuweit como sua 19ª província. Aumenta a pressão norte-americana para a ONU autorizar o uso de força. Hussein tenta em vão unir os árabes em torno de sua causa, ao vincular a retirada do Kuweit à criação de um Estado palestino. A Arábia Saudita torna-se base temporária para as forças dos EUA, Reino Unido, França, Egito, Síria e países que formam a coalizão anti-Hussein. Os norte-americanos enviam à região o maior efetivo militar desde a Guerra do Vietnã. Fracassam as tentativas de solução diplomática e, em 29 de novembro, a ONU autoriza o ataque contra o Iraque, caso seus Exércitos não se retirem do Kuweit até 15 de janeiro de 1991. Em 16 de janeiro, as forças coligadas de 28 países liderados pelos EUA iniciam o bombardeio aéreo de Bagdá.






Tecnologia na guerra - A Guerra do Golfo introduz recursos tecnológicos sofisticados, tanto no campo bélico quanto no seu acompanhamento simultâneo no resto do planeta. A TV transmite o ataque a Bagdá ao vivo e, durante todo o conflito, informações instantâneas sobre o desenrolar da guerra chegam ao mundo inteiro. A propaganda norte-americana anuncia o emprego de ataques "cirúrgicos" que teoricamente conseguiriam, pela tecnologia empregada, acertar o alvo militar sem causar danos a civis próximos a ele. A Marinha norte-americana usa os mísseis Cruisc, que viajam como aviões sem piloto, guiando-se pelos acidentes do terreno pré-programados em um computador interno. Tanques e outros veículos blindados têm visores capazes de enxergar no escuro, graças a detetores de radiação infravermelha ou sensores capazes de ampliar a luz das estrelas, tornando a noite clara como se houvese luar. Mas a grande vedete foi o caça norte-americano F-117, o "caça invisível", projetado para minimizar sua reflexão ao radar inimigo. Israel e Arábia Saudita sofrem retaliação iraquiana com ataques de mísseis balísticos Scud, mas são defendidos por mísseis antiaéreos Patriot, de fabricação norte-americana, instalados em seus territórios. O Iraque é bombardeado seis semanas seguidas, tem alvos civis atingidos e se rende no dia 27 de fevereiro. Como parte do acordo de cessar-fogo, o Iraque permite inspeção internacional em suas instalações nucleares. O boicote comercial imposto ao país pela ONU ainda vigora em 1995 e só terminará quando o Iraque cumprir integralmente as condições do cessar-fogo. A guerra deixa um pesado saldo. Os poços de petróleo incendiados pelas tropas iraquianas em retirada do Kuweit, juntamente com o óleo jogado no Golfo, provocam um desastre ambiental. O número estimado de mortos na guerra é de 100 mil soldados, 7 mil civis iraquianos, 30 mil kuweitianos e 510 homens da coalizão. Após a rendição, o Iraque enfrenta distúrbios internos, com a rebelião dos curdos ao norte, xiitas ao sul e facções rivais ao partido oficial na capital. O Kuweit perde US$ 8,5 bilhões com a quebra da produção de petróleo e a guerra gera uma dívida de US$ 22 bilhões. A reconstrução do país é estimada em US$ 30 bilhões.

"A GUERRA FRIA"


Disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e União Soviética logo após a 2ª Guerra Mundial (1939-1945). É chamada de Guerra Fria por ser diferente das guerras convencionais e travada pela conquista nem sempre militar de zonas de influência. A disputa dividiu o mundo em blocos de influência das duas superpotências e provocou uma corrida armamentista que se estendeu por 40 anos. Com sistemas econômicos e políticos distintos, Estados Unidos e União Soviética colocam o mundo sob ameaça de uma guerra nuclear, desenvolvendo armas com potência suficiente para explodir o planeta inteiro. Os EUA assumem a liderança do chamado mundo capitalista livre, e a URSS do mundo comunista. Após a guerra, o presidente norte-americano Harry Truman (1884-1972) e o líder soviético Josef Stalin (1879-1953) procuram desenvolver suas políticas hegemônicas. Os soviéticos controlam os países do Leste Europeu e os norte-americanos tentam manter o resto da Europa sob sua influência. Apoiados na Doutrina Truman, os norte-americanos prestam ajuda militar e econômica a países que se oponham à expansão comunista e chegam a promover intervenções militares na América Latina. Entre 1948 e 1952, através do Plano Marshal, os EUA injetam US$ 13 bilhões na reconstrução da Europa, investimento que assegura sua hegemonia política. Os soviéticos, apoiados pelo Exército Vermelho, transformam os governos do Leste Europeu em satélites de Moscou. A Guerra Fria amplia-se a partir de 1949, quando os soviéticos explodem sua primeira bomba atômica, testada no Deserto do Cazaquistão, e inauguram a corrida nuclear. Os Estados Unidos, que haviam jogado a bomba nuclear sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki no final da 2ª Guerra Mundial, continuam os testes de novas armas nucleares no Atol de Bikini, no Pacífico. Em 1952, os norte-americanos explodem a primeira bomba de hidrogênio, com potência de 15 milhões de TNT (750 vezes mais potente que a jogada em Hiroshima). A União Soviética lança a sua em 1955, a partir de um avião, o que representa importante avanço técnico sobre os norte-americanos. As duas superpotências criam blocos militares reunindo seus aliados. Os países anticomunistas, sob liderança norte-americana, integram a Organização do Atlântico Norte (Otan), criada em 1949. Os países comunistas sob influência soviética são agrupados no Pacto de Varsóvia, criado em 1955. Nos anos 50 e 60, a política norte-americana de contenção da expansão comunista leva à participação do país na Guerra da Coréia e na Guerra do Vietnã. A Guerra Fria repercute na própria política interna dos EUA, com o chamado macarthismo, marcado por investigações do Congresso de atividades consideradas pró-comunistas. Tendo como figura principal o senador Joseph McCarthy (1908-1957), desencadeia no país uma onda de perseguição a supostos simpatizantes comunistas. Em 1961, os soviéticos constroem o maior símbolo do Guerra Fria, o Muro de Berlim, que bloqueia a parte oriental da cidade alemã, sob sua influência, da parte ocidental, sob esfera norte-americana. No ano seguinte, com a descoberta da instalação de mísseis soviéticos em Cuba, os EUA ameaçam com um ataque nuclear e abordam navios soviéticos no Caribe para inspeção. A URSS recua e retira os mísseis. O perigo nuclear aumenta. Reino Unido, França, China e Índia entram no rol dos detentores de armas nucleares. Há suspeitas de que outros países também tenham a bomba, como Paquistão e Israel. A ameaça de uma guerra atômica só começa a ser superada em 1963, quando o primeiro acordo de limitação de atividades nucleares é assinado, dando início a um processo crescente, ainda que lento, de distensão. Em 1973, as duas superpotências concordam em desacelerar a corrida armamentista, o que ficou conhecido como Política da Détente. Ela dura até 1979, quando a URSS invade o Afeganistão. Para sustentar no poder do Partido Democrático do Povo, aliado russo, e deter o avanço de guerrilheiros islâmicos, apoiados pelo Paquistão. Em 1985, com a subida ao poder do líder soviético Mikhail Gorbatchov (1931-), as tensões e a guerra ideológica entre as duas superpotências começam a diminuir. O símbolo do final da Guerra Fria é a queda do Muro de Berlim, em 1989. A Alemanha é reunificada, há a dissolução dos regimes comunistas do Leste Europeu e, em 1991, ocorre a desintegração da própria URSS. Os EUA já não mais dominam a economia mundial, cada vez mais globalizada.

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

 
A 2ª Guerra Mundial (1939-1945) resulta do choque entre os interesses das nações que dividiam o mercado internacional desde o fim da 1ª Guerra Mundial (1914-1918) e as pretensões do Estado alemão de conquistar o mundo. Envolve países de todos os continentes, com exceção de alguns europeus e latino-americanos. Consuma o aniquilamento do 3º Reich, de Adolf Hitler (1889-1945), e o declínio das velhas nações da Europa, que passam a ter, pela primeira vez, o seu destino à mercê de países não-europeus os Estados Unidos e a União Soviética, por excelência, as superpotências emergentes no pós-guerra. Tudo isso a um preço elevadíssimo, o das perdas humanas, estimadas em quase 50 milhões de mortos, na maioria, civis.



Causas - A 1ª Guerra Mundial prepara a irrupção da 2ª Guerra Mundial. O período de entreguerras deve ser compreendido apenas como uma trégua. As humilhantes condições impostas à Alemanha, em 1918, propiciam o surgimento do nazismo em solo alemão. A ascensão de Adolf Hitler ao poder, em 1933, é sustentada pela exaltação ao nacionalismo e por propostas militaristas e expansionistas. Hitler deseja construir uma "nova ordem", exigindo a participação alemã na exploração do mundo colonial, rico em matérias-primas, e até então repartido entre os vitoriosos do primeiro conflito mundial. O Führer ambiciona também conquistar os mercados vizinhos da Europa Central para controlar o petróleo da Romênia e do Cáucaso, o carvão e o ferro da Sibéria e o trigo da Ucrânia. As potências ocidentais pressentem o perigo nazista, mas permitem o seu crescimento como forma de bloqueio à União Soviética, um "cordão sanitário" contra o avanço do comunismo sobre a Europa. Em 1935, a Alemanha reinicia a produção de armamentos e restabelece o serviço militar obrigatório, em claro desrespeito ao Tratado de Versalhes (1919). Um ano depois, reocupa a Renânia e inicia uma política estratégica de alianças. Oferece ajuda econômica à Itália fascista de Benito Mussolini (1883-1945), sob embargo da Liga das Nações por ter invadido a Etiópia. Apóia Francisco Franco (1892-1975) na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), aproveitando o conflito para testar novos engenhos militares. Assina com o Japão o Pacto Anti-Comintern, em 1936, a fim de conter a expansão comunista da União Soviética, com a adesão da Hungria, Itália e Espanha. Justifica a anexação (Anschluss) da Áustria, em 1938, por se tratar de mais um povo germânico. No ano seguinte, alcança, com a conivência inglesa e francesa na Conferência de Munique, a incorporação de parte da Tchecoslováquia, exatamente a região dos Sudetos, conhecida por abrigar minorias alemãs. Cria os protetorados da Boêmia e da Moldávia, desmembrando o restante do território tcheco, em março de 1939. Por fim, aproveita as desconfianças soviéticas em relação às potências ocidentais para assinar um acordo, por cinco anos, de não-agressão e neutralidade com o seu arquiinimigo, Josef Stalin (1879-1953): o Pacto Germânico-Soviético, de 23 de agosto de 1939. Tem aberto assim o caminho a leste para atacar a Polônia, em nome do que lhe fora arrebatado pelo Tratado de Versalhes: a devolução da zona conhecida por "Corredor Polonês", a do porto de Dantzig (futura Gdansk), que une a Alemanha à Prússia oriental.


Ofensiva alemã - Diante da negativa da Polônia em ceder Dantzig, as tropas alemãs invadem o país em 1º de setembro de 1939 e travam uma guerra-relâmpago (blitzkrieg) com a frágil resistência local. A conquista faz-se em três semanas. É estabelecido um governo geral nazista e inicia-se a perseguição aos judeus, vítimas preferenciais da ideologia nazista, ao longo de todo o conflito mundial. A Inglaterra, comprometida com a defesa polonesa, e a França, aliada inglesa, declaram guerra à Alemanha. Em seguida, Dinamarca e Noruega são ocupadas pelo Exército nazista, garantindo o abastecimento alemão de aço pelos mares Báltico e do Norte. Holanda e Bélgica tornam -se as próximas conquistas. Em Dunquerque, o Exército belga-anglo-francês sofre a primeira derrota aliada e só escapa do massacre graças à ação da Marinha inglesa, que consegue evacuar a maioria dos combatentes. Hitler avança contra a França a partir de maio de 1940. Um mês mais tarde, a assinatura pela França dos armistícios com a Alemanha e a Itália, que submetem metade do território francês à ocupação das forças nazistas, evidenciam o domínio alemão. O primeiro-ministro da França, o marechal Henri Phillipe Pétain (1856-1951), anti-republicano e conservador, assume poderes ditatoriais, após acordo com os alemães. Transfere a capital para Vichy, no sul do país, enquanto Paris permanece ocupada pelos nazistas. É quando chega à Inglaterra o subsecretário de Defesa Nacional Francesa, o general Charles de Gaulle (1890-1970). Ele representa o governo da resistência da França no exílio. Ao mesmo tempo, a Alemanha implanta a sua "nova ordem" nos territórios ocupados, reativando indústrias paralisadas e obrigando as populações a trabalhos forçados. Em setembro de 1940, o Eixo, pacto entre Berlim-Roma-Tóquio, é formalizado, estabelecendo apoio mútuo entre os países membros em caso de ataque por potência ainda não envolvida na guerra entenda-se, os Estados Unidos. A partir de 15 de setembro, intensificam-se os combates na Inglaterra. Bombardeiros alemães despejam cerca de 20 mil toneladas de bombas sobre Londres. A ação corajosa da Royal Air Force (RAF), a aviação de combate inglesa, evita, no entanto, a destruição do país, abatendo inúmeros aviões inimigos. Mas no norte da África, italianos e alemães ameaçam, sob as ordens do general Erwin Rommel (1891-1944), o domínio inglês no Egito. Hitler reorienta então a sua máquina de guerra mais uma vez para o Leste, despertando a preocupação russa. Ao governo de Moscou propõe a partilha do mundo em zonas de influência, mas as negociações falham e o território da União Soviética acaba por ser invadido, sem uma declaração formal de guerra, em 22 de junho de 1941. Por essa época, o domínio alemão já se faz sentir em vários países do Leste Europeu, como na Romênia, Bulgária e Hungria, além da Iugoslávia e da Grécia. Mas a heróica resistência soviética na Batalha de Stalingrado modifica o panorama da 2ª Guerra Mundial (só pela fome, contam-se 500 mil civis entre os mortos). Ela põe fim ao mito da invencibilidade alemã e instiga o Exército soviético a avançar, em contra-ataque, sobre os países-satélites da Alemanha, às voltas agora com duas frentes de guerra.


"Dia D" - Os japoneses precipitam a entrada dos EUA na guerra ao bombardearem, em 7 de dezembro de 1941, a base naval de Pearl Harbor, no Havaí. A ofensiva do Japão generaliza-se, e suas forças conquistam a supremacia no Pacífico e no Sudeste Asiático. Definem-se, assim, as duas facções em conflito. De um lado, os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e, de outro, os Aliados (Inglaterra, Estados Unidos, União Soviética e China, este em guerra com o Japão desde 1931). Em todos os territórios ocupados pelos nazistas, organizam-se movimentos de resistência. Entre 1942 e 1943, a Marinha anglo-americana elimina submarinos alemães no Atlântico, ao mesmo tempo em que a aviação aliada intensifica o bombardeio da Alemanha. Os recursos industriais do país começam a sofrer sérios danos. No norte da África, o Afrikakorps, o Exército alemão no continente, é levado à rendição em maio de 1943. Os Aliados desembarcam na Sicília e invadem a Itália. Mussolini é preso em julho e o novo governo italiano rende-se aos invasores. Com isso, boa parte do país é ocupada por tropas alemãs, que só capitulam em abril de 1945. Na outra frente, o Exército soviético alcança vitórias na Romênia, na Bulgária e na Iugoslávia ao longo de 1944, enquanto Albânia e Grécia expulsam as tropas alemãs. O dia 6 de junho de 1944, o "Dia D", é o golpe mortal às forças nazistas. Considera-se o desembarque de 155 mil soldados aliados em Caen, na Normandia francesa, a maior operação aeronaval da História. Envolve mais de 1.200 navios de guerra e mil aviões, uma operação coroada de êxito ao enganar as forças alemãs concentradas em Pas-de-Calais. Paris é libertada em 25 de agosto. Inicia-se o ano decisivo de 1945. Os russos, pelo leste, e os norte-americanos e britânicos, pelo oeste, disputam a primazia de chegar primeiro a Berlim. A 30 de abril, os soviéticos fincam a sua bandeira no alto do Parlamento alemão, o Reichstag, e Hitler suicida-se junto com a sua mulher, Eva Braun. A capital alemã em ruínas é ocupada em 2 de maio pelo Exército da URSS, com a prisão de 135 mil defensores da cidade. Cinco dias mais tarde, a Alemanha rende-se incondicionalmente.

Guerra no Pacífico - Na luta contra os japoneses, a situação começa a se inverter a favor dos Aliados após as vitórias dos Estados Unidos nas batalhas navais de Midway e do Mar do Coral, em 1942. Os EUA tomam a iniciativa de reconquistar a Ásia e o Pacífico. No início de 1945, tropas norte-americanas, britânicas e chinesas reabrem a rota da Birmânia e recuperam as Filipinas. Aperta-se o cerco aos japoneses, confinados em suas ilhas, alvo de pesados bombardeios. A 19 de fevereiro, ocorre o primeiro desembarque norte-americano em território do Japão, na Ilha de Iwojima. Mas, ante a resistência feroz dos inimigos, que sugere um prolongamento indesejável da guerra, os EUA optam em atacar as cidades japonesas com um novo tipo de arma, a bomba atômica. A primeira, lançada sobre Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, mata 100 mil pessoas. Três dias depois, uma segunda bomba cai sobre Nagasaki, provocando mais 70 mil vítimas fatais. A partir de 8 de agosto, com a intenção velada de recuperar territórios perdidos há décadas para o Japão, no Extremo Oriente, tropas soviéticas expulsam os japoneses da Mandchúria e da Coréia. Finalmente, a 2 de setembro de 1945, o Japão rende-se aos Exércitos norte-americanos, numa cerimônia a bordo do encouraçado Missouri. É o final da 2a Guerra Mundial.


Conclusão - À medida que a Europa é libertada da dominação alemã, a humanidade constata a extensão das atrocidades cometidas durante os quatro anos de luta, em particular nos campos de concentração e extermínio estabelecidos pelos nazistas. Cerca de 5,9 milhões de judeus foram ali assassinados, em um dos maiores genocídios da História. A liderança do 3º Reich é julgada entre 1945 e 1947 pelo Tribunal de Nuremberg, cidade palco dos maiores comícios nazistas nos anos 30. Os gastos com a guerra chegam a US$ 1,4 trilhão. São os grandes vencedores, Estados Unidos e União Soviética, que agora determinam os desígnios da política internacional. Zonas de influência acabam por ser acordadas entre as superpotências. A tensão mundial aumenta sem provocar conflitos diretos: é a chamada Guerra Fria.

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL


O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, em Sarajevo, foi o estopim para a 1a Guerra Mundial (1914-1918). Trata-se do primeiro conflito armado a envolver as grandes potências imperialistas da Europa e, em seguida, a maior parte dos países do mundo, causando a morte de mais de 8 milhões de soldados e 6,5 milhões de civis. Confrontam-se dois grupos de países organizados em pactos antagônicos: a Tríplice Aliança, liderada pela Alemanha, e a Tríplice Entente, encabeçada pela França. A vitória ficou com os aliados da França, mas teve como conseqüência principal perda, pela Europa, do papel de liderança planetária. Os EUA que entram no conflito só em 1917, ao lado da Tríplice Entente, passam a ser o centro de poder do capitalismo. A reorganização do cenário político no continente europeu e as condições humilhantes impostas ao perdedor, a Alemanha, pelo Tratado de Versalhes, são consideradas causas da 2a Guerra Mundial (1939-1945). O mundo pós-guerra assiste também a implantação do primeiro Estado socialista, a União Soviética.



O cenário antes da guerra - O choque dos interesses imperialistas das diversas nações européias, aliado ao espírito nacionalista emergente, é o grande fator que desencadeia o conflito. Na virada deste século, entra em cena a Alemanha, como o país mais poderoso da Europa Continental após a guerra franco-prussiana (1870-1871) e a arrancada industrial propiciada pela unificação do país em 1871. A nova potência ameaça os interesses econômicos da Inglaterra e político-militares da Rússia e da França. Alemães e franceses preparam-se militarmente para a anunciada revanche francesa pela reconquista dos territórios da Alsácia e Lorena, perdidos para a Alemanha. Por sua vez a Rússia estimula o nacionalismo eslavo - Pan Eslavismo - desde o fim do século XIX e apóia a independência dos povos dominados pelo Império Austro-Húngaro. Por trás dessa política está o projeto expansionista russo de alcançar o Mediterrâneo.

Preparativos - As diferenças nacionalitas entre a França e Alemanha são acirradas pela disputa do Marrocos como colônia. Em 1906, um acordo cede o Marrocos à França. A Alemanha recebe terras no sudoeste africano, mas também exige da França parte do território do Congo. Outros enfrentamentos desta vez entre a Sérvia e a Áustria nas Guerras Balcânicas, aumentam a pressão pré-bélica. A anexação da Bósnia-Herzegóvina pelos austríacos em 1908 causa a explosão do nacionalismo sérvio, apoiado pela Rússia. Esse conflitos de interesses na Europa levaram à criação de dois sistemas rivais de alianças. Em 1879, o chanceler da Alemanha, Otto von Bismark, conclui um acordo com o império Austro-Húngaro contra a Rússia. Três anos depois a Itália, rival da França no Mediterrâneo alia-se aos dois países formando a Tríplice Aliança. O segundo grupo à beira do confronto tem sua origem na Entente Cordiale, formada em 1904 pelo Reino Unido e pela França, para se opor ao expansionismo gemânico. Em 1907, conquista a adesão da Rússia, formando a Tríplice Entente.


O mundo em guerra - Francisco José (1830 -1916), imperador do império Austro-Húngaro, aos 84 anos prepara-se para deixar o trono ao herdeiro. Mas, em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando (1863 - 1914) e sua esposa são assassinados durante visita a Sarajevo pelo estudante anarquista sérgio Gravillo Princip. Confirmada a cumplicidade de políticos da Sérvia no atentado, o governo austríaco envia em julho um ultimato ao governo sérvio. Exige a demissão de ministros suspeitos de ligações com terroristas, o fechamento de jornais antiaustríacos e a perseguição de sociedades secretas. Como a Sérvia reluta em atender às exigências, o país é invadido pelos austríacos em 1o de agosto. O diabólico sistemas de alianças, que impera no continente, arrasta o restante dos países europeus ao conflito. A Rússia declara guerra à Áustria; a Alemanha adere contra a Rússia. A França, ligada ao governo russo, mobiliza suas tropas contra os alemães. No dia 3 de agosto de 1914 o mundo está em guerra. Reino Unido hesita até o dia seguinte, quando os alemães invadem a Bélgica, violando a tradicional neutralidade deste país, para daí atingir a França. Outras nações envolvem-se em seguida: a Turquia, do lado dos alemães, ataca os pontos russos no Mar Negro; Montenegro socorre os sérvios em nome da afinidade étnica; e o Japão, interessado nos domínios germânicos no Extremo Oriente, engrossa o bloco contra a Alemanha. Com a guerra, ao lado da França 24 outras nações estabelecendo-se uma ampla coalizão conhecida como "Os Aliados". Já a Alemanha recebe a adesão do Império Turco Otomano, rival da Rússia e da Bulgária, movida pelos interesses nos Balcãs. A Itália, embora pertencente à Tríplice Aliança, fica neutra no início, trocando de lado em 1915, sob a promessa de receber parte dos territórios turcos e austríacos.

Avanço alemão - Na frente ocidental, a França contém o avanço dos alemães na batelha de Marne, em setembro de 1914. A partir daí, os Exércitos inimigos ocupam no solo francês uma extensa malha de trincheiras protegida por arame farpado, a Linha Maginot, e dedicam-se a ataques de efeitos locais. Essa guerra de posição estende-se praticamente até 1918, sem que nenhum dos lados saia vitorioso. Na frente oriental, os alemães abatem o numeroso e desorganizado Exército da Rússia. O maior país da Europa, fragilizado pela derrota na guerra russo-japonesa (1904 - 1905), paga o preço do atraso industrial e da agitação política interna provocada pelos revolucionários bolcheviques. Na época o povo russo atinge o ponto máximo de insatisfação com a guerra e o colapso do abastecimento. Greves e confrontos internos obrigam o czar Nicolau II (1868 - 1918) a renunciar ao poder, e a Revolução Russa termina por instalar no país um Estado Socialista, em 1917. Com a derrota militar russa consumada, os Aliados correm o risco de a Alemanha avançar pela frente oriental e dar um xeque-mate na França. A situação leva os EUA a entrarem diretamente na guerra e a decidirem a sorte do confronto. Durante os anos em que permanecem neutros, os norte-americanos tinha enriquecido vendendo armas e alimentos aos Aliados e dominando o mercado latino-americanos e asiáticos. O objetivo dos EUA na luta é preservar o equilíbrio de poder na Europa e evitar uma possível hegemonia alemã.


A paz - Surgem propostas de paz em 1917 e 1918, mas com pouca ou nenhuma repercussão. Apenas a do presidente norte-americano Woodrow Wilson (1856 - 1924) ganha importância, inclusive entre a população alemã. Ela traz a idéia de uma "paz sem vencedores" e sem anexações territoriais, em um programa com 14 itens. Mas, em julho de 1918, forças inglesas, francesas e norte-americanas lançam um ataque definitivo. A guerra está praticamente vencida. Turquia, Áustria e Bulgária rendem-se. Os bolcheviques, que com a queda do czar russo assumem o poder após dois governos provisórios, já haviam assinado a paz em separado com a Alemanha, em março, pelo tratado de Brest-Litovsk. A fome e a saúde precária da população levam a Alemanha à beira de uma revolução social. Com a renúncia do kaiser, exigida pelos EUA, um conselho provisório socialista negocia a rendição.


Tratado de Versalhes - Em 28 de junho de 1919 é assinado o Tratado de Versalhes. Pressionada por um embargo naval, a Alemanha é obrigada a ratifica-lo. Com ele, perde todas as colônias que são repartidas entre os Aliados, e parte do seu território. Também passa a ser atravessada pelo chamado "Corredor Polonês", que dava a Polônia acesso ao Mar Báltico, e divide o país em dois. Deve ainda pagar monumentais indenizações por todos danos civis causados pela guerra e fica proibida de formas um Exército regular. Mas essas providências, para evitar que a Alemanha possa vir a ter condições econômicas e políticas de se lançar numa nova aventura bélica, terão o efeito contrário. Tanto que o mundo saído do Tratado de Versalhes é o berço de regimes totalitário em muitas nações, do comunismo ao facismo e nazismo, que afiam as armas para, poucas décadas depois, deflagrar a 2a Guerra Mundial. O pós-guerra apresenta um desenho da Europa, com a dissolução dos Impérios Áustro-Húngaro, Turco-Otomano e Russo, e o surgimento de novos países.